Criar ligação com o seu baralho de Tarot

Alguma vez sentiu que o seu baralho não estava sincronizado consigo? Como se não estivessem, de alguma forma, ligados?

Do ponto de vista da tarosofia iniciática esta sensação intuitiva é demarcadamente alarmante. Nestas condições, obter respostas do baralho de Tarot pode ser complicado. Contudo, mais do que o próprio baralho, a sua relação com ele pode estar a precisar de atenção e trabalho. A compreensão e a aplicação prática deste artigo podem ser facilitadas se pensar no seu baralho de Tarot como uma pessoa ou ser consciente, algo que, por mais excêntrico que pareça, pode mudar completamente a sua experiência de leitura, hoje e para o resto dos tempos.

 

Procure conhecer melhor o seu baralho

Invista tempo em formular questões direccionadas ao conhecimento intrínseco das propriedades do baralho. Perca algum tempo meditando em algumas ou todas as lâminas… tentar explorar o carácter do baralho, quais as áreas em que pode ser mais útil, qual a característica mais marcante e a temática adequa-se a que tipo de tiragens e consulentes? Para cada questão respondida, anote as suas impressões. Cada baralho de Tarot é único na sua essência, pelo que o esclarecimento destes pontos pode permitir compreender até que ponto há um bom entrosamento com o seu baralho e o seu Eu. O baralho vai funcionar como uma espécie de código de comunicação com o seu Eu Superior, se não estudar o código não será capaz de descodificar a mensagem.

 

Não questione, mostre apreço

Sabe de senso comum, e por experiência própria, que a repetição sistemática das mesmas perguntas causa desinteresse e aborrecimento, mesmo no ser mais tolerante. Porque não experimenta sentir o seu baralho e partilhar com ele, interiormente, o quanto o aprecia e o proveito que dele tem tirado nas mais diversificadas vertentes da sua vida? Uma forma de mostrar respeito e gratidão ao baralho pode passar por tratá-lo dignamente. É afinal um amigo do qual deve cuidar. Embrulhá-lo em veludo e guardá-lo conjuntamente com um cristal adequado, como uma ponta de quartzo lemuriano, depois de cada leitura. Contudo, cada um tem a sua forma particular de demonstrar afecto, a qual deve ser sempre privilegiada. Se pretender usar uma caixa escolha uma de material natural não metálico e evite expor o seu baralho a humidade ou calor em excesso.

 

Crie tempo de qualidade com o seu baralho

Acumular vivências com o baralho facilitará a harmonização da sua energia com a do mesmo. Existem imensas formas de o fazer, mas sem treino iniciático ou meditativo uma forma simples de o favorecer é dormir com ele por baixo da almofada ou colocá-lo na mesa de cabeceira ou noutro lugar especial para si de forma a dedicar-lhe energia e partilhar deliberadamente o seu campo áurico. Pode ainda meditar com o baralho nas mãos, implementar mais o seu uso ou investir na contemplação particular de cada carta. A aproximação da tarosofia aconselha a meditação como ponto de partida!

 

Estruture o seu código diariamente

É excelente possuir vários livros de Tarot, ou consultar um par de websites sobre esta temática. No entanto, não esqueça que o baralho é seu, a mente é sua, a intuição é sua… o código de comunicação terá também de ser seu! De que lhe adianta um monte de livros e opiniões de pessoas que aprenderam em livros também? É vivamente aconselhada a construção de um diário de Tarot, que poderá ter um papel de destaque no aprofundamento da relação entre si e o seu baralho. Estude a simbologia em geral de um dado arcano e depois debruce-se sobre esse arcano e tire as suas próprias conclusões reflectidas pela carta em si. Anote, aponte, estude e ligue-se não só racionalmente, mas também mentalmente e intuitivamente ao seu amigo baralho.

 

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2 comentários

  1. |

    O texto está excelente. Eu posso dar um pitaco? Muitas pessoas não são tarotistas de tempo integral, isso é, usam o baralho como uma atividade paralela ou com amigos. Alguns inclusive faz isso no anonimato e mantém os conhecidos distantes de sua prática cartomante. Para pessoas assim, dormir com o baralho ou mantê-lo a vista é um problema. Eu passei por isso e desenvolvi meu relacionamento com meu baralho carregando ele comigo para todo lugar, guardado em minha bolsa de trabalho. Assim ele estava comigo o tempo todo. E hoje ele me serve muito bem, um grande aliado !

  2. |

    Óptima ideia Onil. Temos de adaptar as directrizes intuitivamente às circunstâncias de cada um. Obrigado por estar desse lado. 🙂

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