3 mitos desmotivantes que todos os principiantes enfrentam no tarot!

Não faltam rumores e mitos sobre Tarot na boca das pessoas. Cada um tem as suas próprias técnicas, rituais, regras e rezas; existem mil e uma instruções de “como ler” e “como não ler” Tarot.

Claro que, para um principiante, é praticamente impossível e imensamente desmotivador absorver e seleccionar toda esta informação; o que é e o que não é verdade e “correcto”. Para alguns, pode ser tão aterrador que os leva a desistir completamente de aprender Tarot.

Mas não tenha nada a temer! Hoje vamos falar (e desmentir) dos três mitos mais comuns com que os principiantes de Tarot têm de lidar, que deitam por terra a sua confiança e fazem a leitura de Tarot parecer impossível.

 

Mito 1: É preciso ter poderes mediúnicos para ler Tarot

Muitas pessoas acreditam que só aqueles que possuem dons mediúnicos ou psíquicos conseguem ler Tarot. Ou seja, para se ser um bom tarólogo, é necessário ter capacidades sobre-humanas que os permita ver o futuro, ler mentes ou receber mensagens do mundo espiritual.

Mas esta presunção está longe de ser verdade! Para se saber ler Tarot é apenas preciso uma boa dose de motivação. Qualquer pessoa que o queira pode aprender a ler Tarot. Muitos de nós entram no mundo do Tarot com esta ideia na cabeça. Começamos a descobrir pequenos “truques” e rituais que achamos que nos vão fazer mais “poderosos” e que vão desenvolver os nossos “dons”, mas, na boa verdade, nada disso nos vai ajudar a aprender Tarot. É só preciso a intuição que está dentro de todos nós e começar por aí…

Por isso, não podemos deitar as mãos à cabeça e desistir desta aprendizagem, porque não conseguimos adivinhar o futuro ou “falar com os mortos”. É necessário ter diligência e confiar na nossa vozinha interior, pois só assim é que vamos ter a capacidade de realmente começar a ouví-la. E sim, TODOS nós temos essa vozinha interior, por muito que nós nos massacremos a acreditar que não.

Mas se nós todos temos essa intuição, porque é que alguns têm mais facilidade em senti-la?

Ora, porque a maioria de nós é ensinado a ignorá-la e “enterrá-la” lá bem fundo! Sempre que sentimos que algo vai acontecer ou quando apenas “sabemos” algo bem no fundinho do nosso ser, nós dizemos para nós próprios “oh, é parvoíce minha!” ou “não é nada…”. Ao dizermos isto e ao sobre-racionalizarmos tudo o que sentimos, estamos a reprimir essa capacidade intuitiva natural em todos nós. Da mesma maneira que se deixássemos de usar as nossas pernas, os nossos músculos atrofiariam e deixaríamos de poder andar!

Se continuarmos assim, todo o nosso potencial intuitivo é desperdiçado, porque nós simplesmente não o estamos a trabalhar e a usar como os nossos outros sentidos.

Mas, da próxima vez que ouvir a vozinha ou quando tiver aquela sensação, diz que “Sim!”; aceita e confie em si e nas tuas capacidades. Diz que “Sim!” à tua intuição, às mensagens inexplicáveis e aparentemente aleatórias que recebes na vida e acredita que estes avisos têm a sua razão de ser. Diz que “Sim!” ao teu coração, em vez de só ouvires a tua cabeça. Porque quando o assim fizeres, abrirás um infindável número de portas na vida, que nem sonharias que existem! Mas elas estás lá para serem descobertas.

Por isso, vamos concluir: Não é preciso ter poderes mediúnicos ou ser vidente para saber-se ler Tarot. De modo algum. Mas, é essencial expandir e confiar como todas as nossas forças na nossa intuição, da mesma maneira que confiamos nos nossos olhos para ver. Acredita que és, como todos nós somos, um ser intuitivo!

 

Mito 2: Tem de se dominar TODAS as artes esotéricas para se apreciar o Tarot de verdade

“O quê??? Mas tu não sabes o que é a Kabbalah hermética?? Tens de pelo menos saber alguma coisa de mitologia antiga. Não?? E a numerologia das lâminas? … Mas tu não sabes nada… Como é que esperas saber ler Tarot?”

 

É incrivelmente frustrante ouvir (ou pensar) estas coisas, quando estamos a aprender a ler Tarot, principalmente por nos preocuparmos em compreender TUDO para fazer boa uma leitura ou por não querermos ser ridicularizados por um leitor “mais experiente” que nós. Ao fazermos perguntas como “Serei um pior aluno porque não sei nada sobre a kabbalah ou a astrologia associada a cada lâmina?”, estamos a auto-sabotar a nossa confiança e aprendizagem.

Mas felizmente, não é preciso sabermos TUDO sobre cada carta, não precisamos de ser MESTRES em astrologia, numerologia, mitologias, simbologia e todas essas artes esotéricas e ciências místicas que acabam por se reunir em cada lâmina específica e única, para sermos BONS leitores. Até porque tentar saber de tudo ao mesmo tempo, só nos confunde e complica os nossos pensamentos, enquando que, de facto, devemo-nos concentrar na nossa própria intuição.

Apesar de não ser obrigatório, aprender mais sobre as bases científicas, históricas e esotéricas por detrás do Tarot é uma aprendizagem única e muito frutífera que certamente contribui para expandir o nosso conhecimento e gosto por esta arte. Poderá ser interessante para um tarólogo amador, enquanto para os principiantes que andam por aí: um passo de cada vez.

É melhor ir com calma e começar por desenvolver a nossa capacidade de olhar, ver, sentir, interpretar as lâminas à nossa maneira, no início, para ganhar confiança e à-vontade com elas antes de nos atirarmos a significados e pormenores mais complicados. Começa por ler sobre a numerologia e os elementos para compreenderes mais fácil e rapidamente os Arcanos Menores. Estuda sensivelmente a simbologia de alguns elementos-chaves presentes nas lâminas. Aprende sobre a viagem do Louco para apreciares a jornada ao longo dos Arcanos Maiores. E, acima de tudo, faz uma ligação pessoal e íntima com o Tarot para te conseguires sentir confiante e confortável com as lâminas.

 

Mito 3: Tem de se memorizar a simbologia completa de TODAS as lâminas antes de se poder começar a ler Tarot

É muito comum os principiantes caírem na tentação de acreditar que, antes de fazerem uma leitura, têm de decorar todas as lâminas do baralho. “Mas como é que eu vou decorar todas as imagens de todas as 78 lâminas??? É impossível!”

Muitas pessoas chegam a usar técnicas de memorização para decorarem a simbologia, como por exemplo, flashcards, “cábulas”, tabelas, mini “exames”… Mas mesmo assim, é uma tarefa quase impossível e ainda bem, porque se estiver a pensar nnisso, é melhor mudar de estratégia. Ao decorar as lâminas, acabamos por criar uma sensação de “obrigação”, enfado e mesmo stress que nos vai sabotar a nossa relação com o Tarot. Acabamos por tornar esta arte numa “tarefa” em vez de uma paixão. É como decorar datas para um teste de História: não interessa o que aconteceu, desde que os números e datas estejam na cabeça. Para além disso, obriga-nos a usar a cabeça, em vez de sentir-mos e ouvir-mos as lâminas.

Mas, mais importante ainda, estamos a ignorar completamente a ligação intuitiva e emocional que criamos a analisar cada uma na sua vez, como se fosse a cena de uma história bela e misteriosa. Aí é que reside a sabedoria e beleza profunda de aprender a ler Tarot através no nosso sentido de intuição. Ninguém faz uma leitura verdadeira a ver unicamente a simbologia das lâminas e debitar os significados “oficiais” de um par de livros de cada uma. É tudo uma questão de sentí-las, de ouví-las e tentar perceber o que elas nos estão a tentar dizer. É fulcral estabelecer esta comunicação com as nossas lâminas e entrar no mundo delas; só assim elas se abrirão para nós.

É uma questão de ligação às lâminas. Para seres um tarólogo excepcional, não podes limitar-te a decorar livros de tarot, mas sim de te ligares e comunicares intuitivamente com as lâminas.

Isto é tão incrivelmente importante que vou dizer mais uma vez: ouve, sente, fala com as cartas e elas se abrirão para ti.

Esta aprendizagem permite-nos aprender a ouvir a nossa intuição e por conseguinte, os sinais da vida; quem aprende a ler Tarot, é capaz de receber com mais clareza mensagens e avisos e de levar uma vida mais iluminada e em controlo de si mesmo. Por vezes, é a derradeira ajuda para as pessoas na sua jornada espiritual e de auto-conhecimento.

Deixar um comentário